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A Sala de Não Estar

um blog por Afonso Castro

A Sala de Não Estar

um blog por Afonso Castro

02/09/18

Bocados, como se ninguém se calasse

existia porque eu estava lá
e eu tinha-a ou ela própria
era
distante, a fotografia
entornei-me
para me conseguir abeirar
dela
escrever era,
sempre foi,
ter as imagens cá por dentro
doentes

 

um dia destes,
hei de me perguntar
se lamento o desperdício
e a falta, perda, etc.
que fazemos e usamos
para dormir quase em paz

 

se não cessa a culpa,
teremos sempre pena de morrer

 

a cidade: budas foleiros de prateleira
+ os sítios em nós e nós nos sítios
bem guardados pelas leis
+ santos de cabeça partida
e cada um gasta as noites como quer

 

(há palavras que já usei demais,
outras são feias,
e certas vírgulas e espaços e ausências
e falatórios e leis e paragens
não se entendem)
há (ou tens) versos porquê?

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Afonso Castro

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